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A boa conduta dos pais pode diminuir traumas nos filhos durante a separação

 A separação de uma família é dolorida, muitas vezes, principalmente para as crianças e adolescentes que não entendem os porquês que a família está sendo desfeita. Entretanto, em meio a muitas incertezas, angústias e tristezas, o desfazimento desse núcleo familiar não precisa ser traumático, pois a conduta que os pais vão ter diante do pórcio é uma das causas que mais gera traumas.   No Brasil, pelo menos 30% dos casamentos se dissolvem, mas ainda hoje o pórcio é um tabu, mesmo sendo vivenciadas por muitas pessoas. Para ajudar os casais a lidar com a situação e também a entender que a família não se acaba quando a relação termina, o Poder Judiciário de Mato Grosso realiza nas comarcas as oficinas de parentalidade, que reúne pais, mães e filhos para aprender a lidar com a nova realidade.   “Muitas pessoas que enfrentam uma separação tem a falsa sensação de que a família se acabou por causa do pórcio, e não muitas vezes, deixam de se responsabilizar pelos filhos. Nas oficinas, a gente deixa muito claro aos pais que o pórcio não tem o condão de acabar com a família. Nós temos vários modelos de família moderna e é necessária a adaptação apenas. Mesmo que o pai ou a mãe não continue morando com os filhos embaixo do mesmo teto, eles continuam sendo muito importantes”, explica a juíza da Segunda Vara de Família e Sucessões da Comarca de São Vicente/SP, Vanessa Aufiero da Rocha.   A explanação integra a Oficina de Parentalidade que está sendo realizada nesta quinta e sexta-feira (25 e 26 de abril), na sede do Tribunal de Justiça para magistrados e servidores do PJMT. Na ocasião, ela ressaltou ainda que o pórcio é um dos momentos mais difíceis da vida das pessoas, pois ele enseja a perda da esperança, do sonho de amor eterno e da rotina e estrutura. Entretanto, todas essas mudanças atravessadas pelos adultos no momento da dissolução de uma relação não pode ser repassado para os filhos que ainda não têm maturidade para enfrentar a situação.   “Não só os pais sofrem as consequências da separação, os filhos também. Nas oficinas nós convidamos os pais para pensar nos filhos e refletir em como essas crianças e adolescentes estão lidando com a situação e qual a real necessidade deles. A experiência do pórcio para os filhos, por si só, gera consequência por conta de mudanças como a diminuição de convívio com um dos pais, a queda no padrão de vida ou até um novo casamento e ajustamento aos membros da nova família. Mas tudo isso pode ser minimizado com a boa conduta dos pais.”   Ela acrescenta ainda que o pior do pesadelo dos filhos pode ser o conflito intenso dos pais e não a separação. “Existem várias pesquisas que mostram que filhos de pais casados envolvidos em constantes brigas sofrem mais que pais porciados que convivem bem. E como os pais arrastam os filhos para esse enfrentamento? Eles brigam na frente dos filhos, falam mal um dos outros para os filhos, usam os filhos como mensageiros para entregar recados que aborrecem ou irritam, usam os filhos como espiões ou ainda usam para se vingar do ex. Essas ações geram traumas e não o pórcio em si”, aponta a juíza.   Todas essas explicações foram feitas com a ajuda das psicólogas Cristina Palason Moreira Cotrim e Fabiana Cristina Aidar da Silva, servidoras do Tribunal de Justiça de São Paulo. As informações continuam a ser repassadas na manhã desta sexta-feira (26), mas desta vez o tema abordado será como as oficinas são apresentadas para os filhos e como eles podem se sentir responsáveis pela separação.   Leia mais sobre o assunto.   Oficina no TJMT aborda o pórcio entre o casal e como preservar os filhos de traumas      
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